Lembra daquela camisa que há anos você acha uma droga de camisa? E daquele tênis que foi dado para o primo que você viu crescer, mas que agora está com um pé enorme e pode calçá-lo tranquilamente? Ou aquele casacão que é do seu pai, da sua mãe, do seu irmão mais velho, seja lá de quem for? Pois é, se você tem uma banda e quer ser notado, todos esse itens podem fazer falta!
Calma, não precisa também sair correndo agora e pegar de volta aquelas roupas que você doou para a instituição de caridade por causa da campanha do agasalho da Prefeitura de sua cidade. Basta revisar o seu empoeirado e precioso armário. Lá, terão coisas que nem mesmo você imagina.
A história da música mostra que ser um artista desse meio não leva em conta apenas tocar e cantar bem. Existe uma coisa chamada figurino que atrai a atenção das pessoas para sua música. O efeito parece até mágico, mas é puro truque de imagem, e qualquer um consegue. Existem, inclusive, alguns que só fizeram sucesso por causa dessa ferramenta: Xuxa, Felipe Dylon, muitos emos, e poderíamos ficar um dia inteiro citando grandes espertos e bem direcionados nomes.
O fato é que você tem três opções. Ou imite um segmento e aposte nas referências que ele carrega ao longo de sua história. No metal, por exemplo, deixe o cabelo crescer, pegue jaquetas, botas e tudo que houver de couro por perto e se sinta um Rob Halford. No rock em geral, coloque um clássico e eficiente óculos escuro. Para o grunge nada como lembrar dos trapos vestidos por Kurt Cobain no auge da “podridão” e dos cabelos ensebados. No indie, terninhos diferentes, de ares vintages e boa costura. No hip hop, camisas até o joelho... E por aí vai.
Porém, ainda existem outras opções, que eu considero mais aconselháveis que essas. Ao invés de imitar o antigo, porque não renovar? Pegue elementos de cada um e crie o seu. Use a imaginação. O importante é se sentir bem, se sentir cool, olhar no espelho e dizer “esse é o cara”. Sim, é um bom exercício, faz bem para o ego, e para o seu show. Só não saia socando os fãs como a Britney Spears, Amy Winehouse ou Axel Rose. Auto-estima também necessita de autocontrole, portanto cuidado para não parar no xadrez.
Atenção: TUDO é válido na criação de uma identidade visual para sua banda. Repito, quando digo TUDO é TUDO mesmo. A criação não tem limites. Red Hot Chilli Peppers e Blink 182 são bandas que utilizaram, por exemplo, a nudez para chamarem atenção. Um método extremamente eficaz, eu diria, mas que também pode acabar em cana. São escolhas. O guitarrista Slash, do Guns, não satisfeito com uma cartola lisa, colocou em volta dela um sinto bem chamativo. Pronto. Pode ser sutil, ou exagerado, tanto faz, desde que seja original e bem interpretado. Sim, né. Não vai vestir uma mega roupa rockeira e sair cantando em tom de Bossa Nova. A cantoria e a movimentação no palco seguem o figurino. É uma sincronia que deve ser treinada. Experimente nos ensaios.
Para se escolher uma identidade visual é legal fazer um exercício mental para avaliar as propostas da banda. Qual tipo de som? Qual a intenção das letras? O que você quer transmitir ao seu público? São as respostas para essas perguntas que vão trocar o ar “forçado” das roupas para o “adequado”. Também é através desse questionário que você pode optar por usar a terceira opção: Inovar totalmente. Criar um estilo próprio de apresentação que não esteja “registrado” ao longo dos tempos. Esse é o mais complicado de se fazer, mas acaba criando uma filosofia muita usada por aí: “Estilo é não ter estilo”. Vai ver que é por isso que fica estiloso? Não sei, mas não custa tentar!
Por último, lembrem-se que um bom figurino, do simples ao extravagante, não conhece a palavra “precoceito”. Um artista não deve sentir vergonha. Não se deve usar o que ti deixa com vergonha, certo?
Experimente. Cavoque no limite da imaginação e encontre a sua nova pele artística. Se alguém não gostar (calma poser, não soque o coitado) apenas ignore. Afinal, gosto é que nem... aquele que cada um tem o seu!
Maurício Círio
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Rock Gaúcho é Doidivanas
O regionalismo e a atitude do rock n’ roll agora estão juntos para definir o que realmente pode ser chamado de “Rock Gaúcho”. Muitas bandas nasceram no sul do país, e até pelo forte apelo regionalista da população do Rio Grande do Sul definiu-se esse gênero característico de se fazer música. Porém, muitos conjuntos se dedicavam apenas em fazer um rock que de gaúcho levava apenas o sotaque. Aquele “tu” antes de começar a frase. Com a Doidivanas, formada pelo vocalista Felipe Mello, o baterista Rodrigo dMart, o baixista Rodrigo Osório e o guitarrista Daniel Con6. é diferente. Palavras, conceitos e muitas gírias gaúchas estão presentes em suas canções, assim como vários vocábulos castelhanos. Mas não era gaúcho? Sim. É isso que surpreende, mesmo com tantas influências, como qualquer banda boa, a Doidivanas consegue ser rotulada de “rock gaúcho”, um dos mais sinceros e elogiados pela crítica.

O mais recente trabalho da banda é o CD “Nosotros”, composto por releituras autênticas de músicas de diversos artistas gaúchos de primeira linha como Bebeto Alves, TNT, Mano Lima, entre outros mestres. Duas músicas do álbum podem ser conferidas na íntegra pelo novo site da banda. Entretanto, o trabalho na íntegra está à venda nas lojas Multisom, na Livraria Cultura, na rede BIG de supermercados e lojas de CDs do interior de todo o Estado.
O canal virtual (http://www.doidivanas.com.br/), inaugurado no mês passado, em um show na cidade de Pelotas (terra natal dos caras) que também lançou o novo CD, é o novo portal de comunicação do grupo com seus fãs. O site possui diversos atrativos como clipes, vídeos, fotos e wallpapers da banda. Além disso, os três primeiros registros da banda estão disponíveis para download gratuito. O site também oferece um blog com as últimas novidades sobre a Doidivanas. O design do portal foi elaborado por Tobias Mulling, com programação Diego Mello e Éderson Blaas.
Vale a pena conferir tanto o site, como as belas músicas dessa banda gaúcha que tem qualidade, sofisticação, autenticidade e profissionalismo!

O mais recente trabalho da banda é o CD “Nosotros”, composto por releituras autênticas de músicas de diversos artistas gaúchos de primeira linha como Bebeto Alves, TNT, Mano Lima, entre outros mestres. Duas músicas do álbum podem ser conferidas na íntegra pelo novo site da banda. Entretanto, o trabalho na íntegra está à venda nas lojas Multisom, na Livraria Cultura, na rede BIG de supermercados e lojas de CDs do interior de todo o Estado.
O canal virtual (http://www.doidivanas.com.br/), inaugurado no mês passado, em um show na cidade de Pelotas (terra natal dos caras) que também lançou o novo CD, é o novo portal de comunicação do grupo com seus fãs. O site possui diversos atrativos como clipes, vídeos, fotos e wallpapers da banda. Além disso, os três primeiros registros da banda estão disponíveis para download gratuito. O site também oferece um blog com as últimas novidades sobre a Doidivanas. O design do portal foi elaborado por Tobias Mulling, com programação Diego Mello e Éderson Blaas.
Vale a pena conferir tanto o site, como as belas músicas dessa banda gaúcha que tem qualidade, sofisticação, autenticidade e profissionalismo!
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CASULO INDEPENDENTE
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
52 horas tocando violão
Um adolescente indiano passou mais de 52 horas ininterrupitas tocando seu violão e entrou para o Guinnes Book. O carinha só tem 14 anos e tirou o trono de um homem que havia tocado por 44 horas.
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DEDILHADAS
Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
A Bossa de Tom é batucada
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O violonista Gabriel Improta samba com a unha nas cordas, enquanto três percussionistas da Bahia (Gabi Conceição, Gabi Guedes e Nei Sacramento) sincronizam uma batucada afro-brasileira no palco do Teatro do Bourbon Country, dia 12 de junho, em Porto Alegre. O VJ Gabiru derrapa seus discos com imagens psicodélicas nacionalistas estampadas em um telão acima dos músicos. Logo, dois dos maiores instrumentistas brasileiros se unem ao grupo para realizar um espetáculo de sincronismo e perfeição musical. O clarinetista Paulo Moura, 75 anos, e o bandolinista e guitarrista Armandinho, 55, esbanjam talento, num encontro que homenageia um dos mais importantes nomes da Bossa Nova, Tom Jobim.
Em 2008, quando o gênero Bossa Nova completa 50 anos, não faltam homenagens, tributos, mixagens, releituras, e tudo o que puder lembrar e reverenciar as velhas canções brasileiras. No espetáculo Afro Bossa Nova – Homenagem a Tom Jobim, comandado pelo paulista Paulo Moura ao lado do amigo baiano Armandinho, o objetivo é difundir a música instrumental brasileira, abrindo novos mercados para a modalidade. “Estamos fazendo esse show com muito amor”, diz Moura, conquistando a platéia gaúcha, mesmo com o “microfone oficial” ao lado, nas mãos do roadie (assistente de palco), devido a um pequeno problema técnico. Uma mulher da segunda fileira solta um comovido “oh, que bonitinho!” ao ouvir o comentário. Tanto amor faz referência à data propícia do show, bem no dia dos namorados. Paulo Moura, por telefone, falou de sua experiência de tocar para os gaúchos: “Foi muito bom, apesar dos problemas técnicos de som, em termos de público, foi caloroso e entusiasmante.”, e acrescenta humildemente – “Eu fiz o melhor que pude”.
O show contou com a abertura do compositor e instrumentista Geraldo Flack e seu grupo, também muito aplaudido em sua apresentação. Após tocar música de Tom Jobim, Geraldo confessou seu amor pela música nacional: “Nessas horas como é bom ser brasileiro”. Já no palco, os músicos do Afro Bossa Nova trouxeram a Porto Alegre releituras de clássicos como “Águas de Março” e “Chovendo na Roseira”. É até um pouco irônico tocar “Chega de Saudade” num dia como esses, de tantas memórias, mas o sucesso não podia faltar. Encantaram a platéia com um show que atingiu uma excelente lotação, raro para uma apresentação só instrumental, pouco apreciada pelo público em geral. Foram feitas versões autênticas que misturavam em poucos minutos de música elementos de samba, jazz, ritmos regionalistas e claro, muita Bossa Nova. Até rock apareceu por lá, quando Armandinho largou seu principal instrumento na apresentação, um bambolim, para empunhar uma guitarra baiana, que pelo tamanho mais se parece com um cavaquinho. Ele solava furiosamente “Garota de Ipanema”, com timbres fortes, arrancando gritos, assobios e aplausos do público.
O projeto Afro Bossa Nova está na ativa desde 2005, e já percorreu diversos países do mundo, sempre elogiado pela mídia. Anteriormente, ainda participavam do show os músicos Yamandú Costa, violonista gaúcho e um dos melhores do Brasil, e o renomado percussionista Marcos Suzano. Agora, mesmo sem esses grandes nomes, o espetáculo não perdeu seu valor, conquistando cada vez mais espaço nos meios de comunicação. A turnê pelo Brasil que percorreu 16 cidades, com shows gratuitos, é uma realização do grupo Votorantin.
No dia 15 de junho, o grupo calou seus instrumentos por um tempo, pelo menos em terras brasileiras, em uma última apresentação emocionante no Rio de Janeiro, terra natal da Bossa. Mas, os fãs e admiradores do projeto não precisam desanimar. Eles vão lançar um CD no segundo semestre desse ano com músicas captadas de suas apresentações, e ainda irão partir para uma nova turnê de lançamento pelo país.
Maurício Círio
Foto: PROSA / Divulgação
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REPORTAGEM ESPECIAL
Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Ser Roadie é ser artista
Venho através deste comentário elogiar os enfermeiros da música que trabalham para que ela não decaia, não se extasie em febre, ou desafine os cordões. Poucos dão o devido valor aos Roadies, profissionais que têm a difícil tarefa de afinar, ajustar e fazer milagres com os equipamentos, tanto amplificadores, caixas de som, como os próprios instrumentos dos “artistas principais”, entre outros serviços nada terceirizados. Para os que pensam que ser Roadie é apenas carregar instrumento pra lá e pra cá, meu sincero sorriso sarcástico e penoso...
O artista não é só artista por ser artista. Ele depende de uma gama de outros artistas para se fazer valer no mundo da música. Você vai a um show e ouve aquela canção tão perfeita, sente os ouvidos dançando e os olhos apertados de emoção. Toda essa sintonia só está em vigor graças a esse tão importante profissional que cumpre muito bem com seu papel, deixando tudo nos trinques para que nada de errado aconteça.
Trabalhar como Roadie nunca foi tarefa fácil. Existe até um certo controle de ego exigido. Nessa profissão, normalmente, exige-se que se vistam todos de preto, para que eles não apareçam no palco diante de qualquer iluminação. Eles estão ali para dar o suporte, o pilar da sonzera, e não para aparecer, e isso é totalmente admirável. Claro, estão ganhando uma graninha, como qualquer trabalhador, mas estão ali muito por amor à música.
Os “faz tudo” são conhecedores da música em sua grande maioria, sabem tocar instrumentos e têm noções de conserto. Quando estoura a corda de uma guitarra no meio do show, chama-se quem? Quando dá pau no “ampli” chama-se quem? Quando precisamos de uma mão na iluminação e no figurino chama-se quem? Quando precisamos de um apoio em qualquer sentido chama-se quem? O melhor amigo da música.
Círio
O artista não é só artista por ser artista. Ele depende de uma gama de outros artistas para se fazer valer no mundo da música. Você vai a um show e ouve aquela canção tão perfeita, sente os ouvidos dançando e os olhos apertados de emoção. Toda essa sintonia só está em vigor graças a esse tão importante profissional que cumpre muito bem com seu papel, deixando tudo nos trinques para que nada de errado aconteça.
Trabalhar como Roadie nunca foi tarefa fácil. Existe até um certo controle de ego exigido. Nessa profissão, normalmente, exige-se que se vistam todos de preto, para que eles não apareçam no palco diante de qualquer iluminação. Eles estão ali para dar o suporte, o pilar da sonzera, e não para aparecer, e isso é totalmente admirável. Claro, estão ganhando uma graninha, como qualquer trabalhador, mas estão ali muito por amor à música.
Os “faz tudo” são conhecedores da música em sua grande maioria, sabem tocar instrumentos e têm noções de conserto. Quando estoura a corda de uma guitarra no meio do show, chama-se quem? Quando dá pau no “ampli” chama-se quem? Quando precisamos de uma mão na iluminação e no figurino chama-se quem? Quando precisamos de um apoio em qualquer sentido chama-se quem? O melhor amigo da música.
Círio
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DEDILHADAS
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
Wynna é puro estilo
Quando a deusa da magia resolve fazer música, é isso que acontece: uma reunião de talentosos instrumentistas ao lado de uma voz encantadora de uma estilosa roqueira de Niterói.Na Wynna, a cozinha é dos homens!!!
Amigos de muito tempo, os guitarristas Felipe Fox e Bruno Morpheo resolveram criar, em 2006, uma banda que foi denominada de H9. A sincronia logo foi levada a sério por ambos, principalmente depois da entrada do tecladista Marllon Feitosa, que assim como eles também é de São Gonçalo (RJ). No início de 2007 nascia a banda WYNNA, com a entrada da vocalista Winna L. Vasconcellos, com nome parecido da Deusa da Magia. Logo depois, para a “família” (como eles mesmo se consideram) estar completa, entram na banda o baixista Sandro Gonet e o eficiente e renomado baterista Mac Willian, que por 25 anos tocou com os maiores nomes da música popular brasileira, como Cássia Eller, Flavio Venturini, Sandra Sá, Ana Carolina, Adriana Calcanhoto, entre outros.
Destaque para as músicas “Eu sou assim”, Um melodioso passeio pela subjetividade cantada, com um solo que surpreende, pois dilacera o pop rock com um ar de metal melódico, e “Antes do Amanhecer”, que não é nada mais que um grito bélico contra a sociedade. “Não são as bombas que vão nos mudar, a união em comunhão não existe mais”. O forte apelo dessa letra é bem instrumentado por uma bateria furiosa, quase punk se não fosse pela sofisticação inclusa de Mac Willian, e um teclado bluesístico num estilo “Deep Purple” de ser.
Destaque para as músicas “Eu sou assim”, Um melodioso passeio pela subjetividade cantada, com um solo que surpreende, pois dilacera o pop rock com um ar de metal melódico, e “Antes do Amanhecer”, que não é nada mais que um grito bélico contra a sociedade. “Não são as bombas que vão nos mudar, a união em comunhão não existe mais”. O forte apelo dessa letra é bem instrumentado por uma bateria furiosa, quase punk se não fosse pela sofisticação inclusa de Mac Willian, e um teclado bluesístico num estilo “Deep Purple” de ser.
Wynna Fashion Week
O look da vocalista é muito bem idealizado, e é um dos pontos mais fortes da banda!
Nesse ano a Wynna já está com seu primeiro CD gravado, com músicas próprias, e algumas delas estão disponíveis para download no Myspace da banda.
OUÇA
www.myspace.com/wynna
VEJA
www.fotolog.com/bandawynna
CONVERSE e CONTRATE
Winna Vas: (21)9385-6593 e winnavas@gmail.com
Nesse ano a Wynna já está com seu primeiro CD gravado, com músicas próprias, e algumas delas estão disponíveis para download no Myspace da banda.
OUÇA
www.myspace.com/wynna
VEJA
www.fotolog.com/bandawynna
CONVERSE e CONTRATE
Winna Vas: (21)9385-6593 e winnavas@gmail.com
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CASULO INDEPENDENTE
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
O nú dos ventos
Rasgados são os dias de quem não vive de música
Como seria um corpo sem embalo
Sem ritmo, sem cotovelos ou joelhos?
Um palco, palanque musical, é propaganda e discurso certeiro
E eu nunca vi alguém fugir do sonoro
Das gostosas melodias que o mundo escancara
Por mais raivosas que elas sejam, ou melosas e pegajosas
As notas nos perseguem
Uma a uma, de clave em clave, de bossa e grito, de sopro ou vela
O enfático sorriso, o cortado desprezo...São multiplicações
Ções Ções Ções de um sentimento singular
Os cantores que o digam
Velozes com suas cordas de saliva
A sal grosso, sem liminar, golpeiam o vento
E o ar se rende...
E os tímpanos gozam...
Não fingem, apenas sentem
É mágico e brilhante
Sem erro
O som da vida
O nú dos tempos
Círio
Como seria um corpo sem embalo
Sem ritmo, sem cotovelos ou joelhos?
Um palco, palanque musical, é propaganda e discurso certeiro
E eu nunca vi alguém fugir do sonoro
Das gostosas melodias que o mundo escancara
Por mais raivosas que elas sejam, ou melosas e pegajosas
As notas nos perseguem
Uma a uma, de clave em clave, de bossa e grito, de sopro ou vela
O enfático sorriso, o cortado desprezo...São multiplicações
Ções Ções Ções de um sentimento singular
Os cantores que o digam
Velozes com suas cordas de saliva
A sal grosso, sem liminar, golpeiam o vento
E o ar se rende...
E os tímpanos gozam...
Não fingem, apenas sentem
É mágico e brilhante
Sem erro
O som da vida
O nú dos tempos
Círio
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